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Na primeira pessoa

Durante a maior parte da minha vida trabalhei como jornalista. De 1974 a 2003, para ser mais exata. Muitos e muitos anos na Folha de Londrina, mas também na revista Veja Paraná e na Bloch Editores (quem se lembra das revistas Manchete e Fatos & Fotos?), no Rio de Janeiro. O jornalismo me ensinou a ser ágil e a tomar decisões rápidas. E, principalmente, que toda verdade tem dois (ou mais) lados e que, portanto, é preciso ouvir sempre esses dois (ou mais) lados antes de chegar a uma conclusão.
A foto, que surgiu como hobby, foi ficando cada dia mais importante para mim. Tão importante quanto o ar que respiro. Posso dizer que sou privilegiada, porque hoje me pagam por algo que eu pagaria para fazer.
Gosto de fotografar gente porque o ser humano me fascina. Costumo dizer que não existem pessoas feias; existem pessoas mal iluminadas. As linhas me encantam, as formas e os volumes, as cores, os movimentos. Cada sentimento me encanta, assim como cada emoção que se descreve num olhar ou num sorriso.
Fotografar é prazer, alegria. É também simples: olhar e registrar. Contar histórias. Colecionar imagens e dizer: “foi assim que eu vi”.